Quem diria!

"E no entanto, ela move-se!"

Astrobiologia

Uma das áreas científicas emergentes que mais me atrai é a Astrobiologia, em parte porque muito daquilo que é estudado no âmbito da astrobiologia são os extremófilos que, na sua maioria, são bactérias ou arqueobactérias, o que vai de encontro a outras das minhas áreas preferidas da Biologia: a Microbiologia.

Talvez não me tenha conseguido explicar bem, mas não me parece que isso agora seja importante.

A Astrobiologia é uma ciência que estuda a vida no Universo. A vida não apenas dentro do nosso pequeno planeta, mas também a possibilidade de diversas manifestações de vida fora dele. Uma das preocupações da Astrobiologia é também estudar a evolução futura da vida, o que nos poderá fornecer informações muito importantes sobre como colonizar um planeta.

Sobre a colonização de Marte há um vídeo excelente, artístico, feito pela organização (por assim dizer) Symphony of Science, que pode ser visto neste post.

Os extremófilos são organismos que sobrevivem em ambientes terrestres que são  inóspitos para uma grande maioria dos restantes organismos. Esses ambientes podem ser extremos devido a diversos factores, tais como temperaturas extremamente elevadas ou baixas, altas pressões, altas concentrações de sais, enfim, ambientes extremos. Daí o nome explícito de extremófilos.

Os extremófilos são estudados no âmbito da Astrobiologia pois podem fornecer pistas sobre possíveis organismos que vivem em planetas cujo ambiente se possa assemelhar aos ambientes terrestres onde os extremófilos são encontrados, bem como metabolismos, formações macroscópicas, etc.

Conhecendo o metabolismo desses organismos, será possível fazer uma previsão quanto aos produtos excretados, o que nos daria informações preciosas quanto ao tipo de moléculas que devemos procurar na atmosfera de um planeta para tentar perceber se é possível encontrar lá vida.

Conhecer possíveis manifestações macroscópicas, semelhantes a microbialites, seria também essencial, por motivos óbvios.

A título de exemplo, aqui está a imagem de um Pyrococcus furiosus, um extremófilo que tem como temperatura óptima uns escaldantes 100º.

Uma Resposta para Astrobiologia

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